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The art of procuring pleasant dreams / A arte de procurar sonhos agradáveis

ENSAIOS E ARTIGOS DE BENJAMIN FRANKLIN(ESSAYS OF FRANKLIN)

A ARTE DE PROCURAR SONHOS AGRADÁVEIS

Escrito para a Senhorita * * *
Redigido à seu pedido.

         Como grande parte de nossas vidas gastamos em dormir, quando por vezes sentimos sonhos agradáveis e por vezes sonhos dolorosos, se torna relevante tentar sonhar aqueles e evitar estes; seja real ou imaginário, dor é dor, e prazer é prazer. Se podemos dormir sem sonhar, é certo que os sonhos ruins são evitados. Se, enquanto dormimos, podemos ter alguns sonhos prazerosos, isto é, como os Franceses dizem, tant gagne, isto acrescenta bastante para o prazer da vida.
         Para atingir esse fim, em primeiro lugar, é necessário ser cuidadoso em preservar a saúde, através de exercícios e grande temperança; quando estamos doentes, a imaginação é perturbada; e desencontradas, algumas vezes ideias terríveis são aptas a nos acometer. O exercício deve preceder as refeições, não imediatamente após elas: o primeiro promove, o último, salvo se moderado, obstrui a digestão. Se após o exercício nós nos alimentamos de forma frugal, a digestão será fácil e boa, o corpo esguio, a disposição alegre e vivaz e todas as funções animais executadas de forma agradável e de acordo. O sono, depois disso, será natural e sem desconforto. Enquanto a preguiça, com fartas refeições, ocasiona pesadelos e horrores indizíveis: caímos de precipícios, somos atacados por bestas, assassinos e demônios, experimentando toda a sorte de aflições. Observe, no entanto, que as quantidades de comida e de exercício são coisas relativas; aqueles que se movem mais devem, e mesmo precisam, comer mais; aqueles que se exercitam menos, devem comer menos. Em geral, a humanidade, desde a evolução da culinária, come cerca do dobro do que a natureza requer. Ceias não fazem mal, se nós não jantamos; mas agitadas noites naturalmente sucedem abundantes ceias, depois de almoços fartos. Realmente, ainda que haja uma diferença nas diferentes constituições físicas, alguns descansam bem depois dessas refeições, isso custa a eles somente a sonho cheio de medo e uma apoplexia, depois do qual dormem até o dia do Juízo Final. Nada é mais comum nos jornais e entre as pessoas, de gente que, depois de comer em demasia, foi encontrada morta na cama pela manhã.
         Outra forma de preservar a saúde, a ser observado, é ter uma constante fonte de ar fresco em seu quarto de dormir. É um grande erro dormir em ambientes fechados, e em camas cercadas por cortinas. A não entrada de ar externo, que deveria vir a você, é tão nociva quanto o ar não renovado, várias vezes respirado, de um ambiente fechado. Assim como a água fervente não aumenta a sua temperatura pela continuação de sua fervura, se as partículas que recebem calor podem escapar; da mesma forma os corpos vivos não apodrecem, se as partículas, tão rápido quanto elas se tornam podres, podem ser expelidas. A natureza expele elas pelos poros da pele e pelos pulmões, e em área aberta, eles são levados pelo ar; mas, em um local fechado, nós as recebemos novamente e novamente, enquanto o ar fica mais e mais corrompido. Um certo número de pessoas lotando um local pequeno, consegue assim apodrecer o ar em poucos minutos, e isso pode ainda ser mortal se como no Buraco Negro de Calcutá. Diz-se que uma única pessoa consegue apodrecer um galão de ar por minuto, e consequentemente demanda um tempo maior para apodrecer todo um quarto; levando isso em conta, proporcionalmente, muitas desordens de saúde tem nisso a sua origem. É lembrado que Matusalém, aquele que teve a vida mais longa, pode ter tido a sua saúde mais bem preservada porque dormia sempre ao ar livre: quando ele atingiu 500 anos de idade, um anjo disse a ele, ‘Levante-se, Matusalém, e construa para você uma casa, para que possa viver mais 500 anos.’ Mas Matusalém respondeu; ‘Se eu ainda vou viver mais 500 anos, não é necessário construir para mim uma casa – dormirei ao ar livre, como tenho feito até hoje.’ Médicos, após anos afirmando que doentes não deveriam tomar ar fresco, descobriram que isso faz bem. Temos esperança ainda que eles descubram em tempo, da mesma forma, que isto não é nocivo àqueles que estão com saúde, e que podemos então ser curados da aerophobia que atualmente afligem mentes fracas, e faz elas escolherem ficarem sufocadas e envenenadas ao invés de deixar aberta a janela do quarto, ou abaixar o vidro do coche.
         O ar confinado, quando saturado de matéria transpirada,* não se recicla; e essa matéria deve permanecer em nossos corpos, ocasionando doenças: mas isso dá alguns avisos antes de se tornar lesivo, pela produção de um certo desconforto, certamente ligeiro de início, como, no que diz respeito aos pulmões, uma sensação de gorjeio, e pelos poros da pele, um desassossego que é difícil de descrever, e poucos que o sentem sabem a causa disso. Mas nós podemos nos recordar que algumas vezes, ao acordar no meio da noite, se cobertos e com calor, tivemos dificuldade em voltar a dormir. Nos viramos várias vezes, sem encontrar nenhuma posição. Essa inquietação, para usar uma expressão vulgar na falta de uma melhor, é causada inteiramente pelo desconforto da pele, carregando a retenção de matéria transpirada – as roupas de cama absorveram sua quantidade e ficam saturadas, não conseguindo receber mais. Para perceber isso através de uma experiência, deixe uma pessoa manter sua posição na cama, mas retire as roupas de cama e deixe que receba o ar fresco na parte descoberta de seu corpo; ele irá sentir aquela parte repentinamente refrescada; o ar irá imediatamente deixar a pele, que recebe, lança para cima, e carrega para fora a carga de matéria transpirada que a incomoda. Para cada porção de ar fresco que se aproxima da pele morna, ao receber aquele vapor, recebe com isso uma quantidade de calor que rarefaz e torna mais suave, quando isso é lançado fora, com sua carga, pelo ar fresco e consequentemente mais pesado; o qual, por um momento, ocupa aquele lugar, e depois, sendo do mesmo modo trocado e arrefecido, dá lugar a uma boa quantidade. Essa é a ordem da natureza, para prevenir que animais sejam infectados por sua própria respiração. Ele agora ficará sensível à diferença da parte exposta ao ar, e aquela a qual, permanecendo afundado na cama, nega o acesso ao ar; essa parte agora manifestará seu desconforto de forma mais distinta pela comparação, e o desconforto assentará será percebido de forma mais pura, do que se estivesse toda a superfície do corpo atingida por isso.
         Aqui está uma das grandes e gerais causas de sonhos desagradáveis. Quando o corpo está desconfortável, a mente será perturbada por isso, e ideias desconexas de vários tipos irão, no sono, ser consequências naturais. Os remédios, preventivos e curativos, são os seguintes:
Através de uma alimentação moderada (como antes avisamos, pelo amor à saúde) menos matéria transpirada será produzida num dado tempo; por isso as roupas de cama irão absorver por mais tempo isso até que saturem; e poderemos, destarte, dormir por mais tempo, antes de sentirmos o desconforto de não trocar o ar de nosso corpo.
Ao usar menos e mais porosas roupas de cama, elas irão receber a matéria transpirada que passará de forma mais fácil através delas, e por isso ficamos menos incomodados, podendo tolerar por mais tempo.
Quando você acordar devido a esse desconforto, e achar que não conseguirá mais facilmente dormir de novo, levante-se da cama, bata e vire seu travesseiro, balance as roupas de cama por pelo menos 20 vezes, e deixe sua cama aberta e deixe pegar o ar fresco; enquanto isso, sem roupas, caminhe pelo seu quarto até sua pele ter tempo para de se livrar da carga nela contida, o que ocorrerá logo assim que o ar se tornar mais seco e frio. Quando você começar a sentir o ar frio desagradável na pele, então retorne à sua cama; e você irá logo cair no sono, e seu sono será doce e prazeroso. Todas as cenas que aparecerão em suas fantasias serão agradáveis. Eu muitas vezes me agrado e entretenho com elas, como se estivessem em um cenário de uma ópera. Se acontecer de você estar com muita preguiça de se levantar da cama, você deve, em vez disso levantar sua roupa de cama com um braço e uma perna, de modo que puxe uma boa porção de ar fresco, e deixando-a cair, levante-a novamente; isso, repetido vinte vezes, irá limpar completamente da matéria transpirada que tenha sido respirada, de forma a permitir que você durma bem por mais uma boa porção de tempo. Mas esse último método não é igual ao primeiro.
Aqueles que não gostam de problemas, e podem possuir duas camas, irão ter grande prazer em levantar-se de uma cama quente, e ir para uma cama fresca. Essa troca de camas também irá se de grande valia para pessoas doentes de febre, tanto por refrescar e para os que procuram dormir. Uma cama bem larga, que permita que se desloque de uma parte tão distante da outra de modo a encontrá-la fresca e suave, deverá em certo grau atingir o mesmo fim.
Uma ou duas observações a mais irão concluir esta pequena peça. Cuidado deve ser tomado, quando você se deita, com o modo como dispõe seu travesseiro assim como a maneira como coloca sua cabeça, para ser da melhor forma; coloque seus membros de modo a não pesarem de forma inconveniente sobre os outros; como por exemplo, as juntas dos tornozelos: embora uma má posição possa de início gerar pouca dor, dificilmente notada, a continuação disso poderá torná-la menos tolerável, e a sensação de desconforto irá aparecer enquanto estiver dormindo, e perturbar sua imaginação.
Essas são as regras da arte. Mas apesar delas provarem-se geralmente eficientes para o fim a que se destinam, há um caso no qual a mais pontual observação delas irá ser totalmente infrutífera. Não menciono o caso para você, minha querida amiga: mas a minha descrição da arte seria imperfeita sem isso. A hipótese se dá, quando a pessoa que deseja ter sonhos prazerosos, não cuidou de tomar o cuidado necessário para preservar, o que é necessário acima de todas as coisas,
                                                    Uma Boa Consciência.                                                                                                       

das gastamos em dormir, quando por vezes sentimos sonhos agradáveis e por vezes sonhos dolorosos, se torna relevante tentar sonhar aqueles e evitar estes; seja real ou imaginário, dor é dor, e prazer é prazer. Se podemos dormir sem sonhar, é certo que os sonhos ruins são evitados. Se, enquanto dormimos, podemos ter alguns sonhos prazerosos, isto é, como os Franceses dizem, tant gagne, isto acrescenta bastante para o prazer da vida.
         Para atingir esse fim, em primeiro lugar, é necessário ser cuidadoso em preservar a saúde, através de exercícios e grande temperança; quando estamos doentes, a imaginação é perturbada; e desencontradas, algumas vezes ideias terríveis são aptas a nos acometer. O exercício deve preceder as refeições, não imediatamente após elas: o primeiro promove, o último, salvo se moderado, obstrui a digestão. Se após o exercício nós nos alimentamos de forma frugal, a digestão será fácil e boa, o corpo esguio, a disposição alegre e vivaz e todas as funções animais executadas de forma agradável e de acordo. O sono, depois disso, será natural e sem desconforto. Enquanto a preguiça, com fartas refeições, ocasiona pesadelos e horrores indizíveis: caímos de precipícios, somos atacados por bestas, assassinos e demônios, experimentando toda a sorte de aflições. Observe, no entanto, que as quantidades de comida e de exercício são coisas relativas; aqueles que se movem mais devem, e mesmo precisam, comer mais; aqueles que se exercitam menos, devem comer menos. Em geral, a humanidade, desde a evolução da culinária, come cerca do dobro do que a natureza requer. Ceias não fazem mal, se nós não jantamos; mas agitadas noites naturalmente sucedem abundantes ceias, depois de almoços fartos. Realmente, ainda que haja uma diferença nas diferentes constituições físicas, alguns descansam bem depois dessas refeições, isso custa a eles somente a sonho cheio de medo e uma apoplexia, depois do qual dormem até o dia do Juízo Final. Nada é mais comum nos jornais e entre as pessoas, de gente que, depois de comer em demasia, foi encontrada morta na cama pela manhã.
         Outra forma de preservar a saúde, a ser observado, é ter uma constante fonte de ar fresco em seu quarto de dormir. É um grande erro dormir em ambientes fechados, e em camas cercadas por cortinas. A não entrada de ar externo, que deveria vir a você, é tão nociva quanto o ar não renovado, várias vezes respirado, de um ambiente fechado. Assim como a água fervente não aumenta a sua temperatura pela continuação de sua fervura, se as partículas que recebem calor podem escapar; da mesma forma os corpos vivos não apodrecem, se as partículas, tão rápido quanto elas se tornam podres, podem ser expelidas. A natureza expele elas pelos poros da pele e pelos pulmões, e em área aberta, eles são levados pelo ar; mas, em um local fechado, nós as recebemos novamente e novamente, enquanto o ar fica mais e mais corrompido. Um certo número de pessoas lotando um local pequeno, consegue assim apodrecer o ar em poucos minutos, e isso pode ainda ser mortal se como no Buraco Negro de Calcutá. Diz-se que uma única pessoa consegue apodrecer um galão de ar por minuto, e consequentemente demanda um tempo maior para apodrecer todo um quarto; levando isso em conta, proporcionalmente, muitas desordens de saúde tem nisso a sua origem. É lembrado que Matusalém, aquele que teve a vida mais longa, pode ter tido a sua saúde mais bem preservada porque dormia sempre ao ar livre: quando ele atingiu 500 anos de idade, um anjo disse a ele, ‘Levante-se, Matusalém, e construa para você uma casa, para que possa viver mais 500 anos.’ Mas Matusalém respondeu; ‘Se eu ainda vou viver mais 500 anos, não é necessário construir para mim uma casa – dormirei ao ar livre, como tenho feito até hoje.’ Médicos, após anos afirmando que doentes não deveriam tomar ar fresco, descobriram que isso faz bem. Temos esperança ainda que eles descubram em tempo, da mesma forma, que isto não é nocivo àqueles que estão com saúde, e que podemos então ser curados da aerophobia que atualmente afligem mentes fracas, e faz elas escolherem ficarem sufocadas e envenenadas ao invés de deixar aberta a janela do quarto, ou abaixar o vidro do coche.
         O ar confinado, quando saturado de matéria transpirada,* não se recicla; e essa matéria deve permanecer em nossos corpos, ocasionando doenças: mas isso dá alguns avisos antes de se tornar lesivo, pela produção de um certo desconforto, certamente ligeiro de início, como, no que diz respeito aos pulmões, uma sensação de gorjeio, e pelos poros da pele, um desassossego que é difícil de descrever, e poucos que o sentem sabem a causa disso. Mas nós podemos nos recordar que algumas vezes, ao acordar no meio da noite, se cobertos e com calor, tivemos dificuldade em voltar a dormir. Nos viramos várias vezes, sem encontrar nenhuma posição. Essa inquietação, para usar uma expressão vulgar na falta de uma melhor, é causada inteiramente pelo desconforto da pele, carregando a retenção de matéria transpirada – as roupas de cama absorveram sua quantidade e ficam saturadas, não conseguindo receber mais. Para perceber isso através de uma experiência, deixe uma pessoa manter sua posição na cama, mas retire as roupas de cama e deixe que receba o ar fresco na parte descoberta de seu corpo; ele irá sentir aquela parte repentinamente refrescada; o ar irá imediatamente deixar a pele, que recebe, lança para cima, e carrega para fora a carga de matéria transpirada que a incomoda. Para cada porção de ar fresco que se aproxima da pele morna, ao receber aquele vapor, recebe com isso uma quantidade de calor que rarefaz e torna mais suave, quando isso é lançado fora, com sua carga, pelo ar fresco e consequentemente mais pesado; o qual, por um momento, ocupa aquele lugar, e depois, sendo do mesmo modo trocado e arrefecido, dá lugar a uma boa quantidade. Essa é a ordem da natureza, para prevenir que animais sejam infectados por sua própria respiração. Ele agora ficará sensível à diferença da parte exposta ao ar, e aquela a qual, permanecendo afundado na cama, nega o acesso ao ar; essa parte agora manifestará seu desconforto de forma mais distinta pela comparação, e o desconforto assentará será percebido de forma mais pura, do que se estivesse toda a superfície do corpo atingida por isso.
         Aqui está uma das grandes e gerais causas de sonhos desagradáveis. Quando o corpo está desconfortável, a mente será perturbada por isso, e ideias desconexas de vários tipos irão, no sono, ser consequências naturais. Os remédios, preventivos e curativos, são os seguintes:
Através de uma alimentação moderada (como antes avisamos, pelo amor à saúde) menos matéria transpirada será produzida num dado tempo; por isso as roupas de cama irão absorver por mais tempo isso até que saturem; e poderemos, destarte, dormir por mais tempo, antes de sentirmos o desconforto de não trocar o ar de nosso corpo.
Ao usar menos e mais porosas roupas de cama, elas irão receber a matéria transpirada que passará de forma mais fácil através delas, e por isso ficamos menos incomodados, podendo tolerar por mais tempo.
Quando você acordar devido a esse desconforto, e achar que não conseguirá mais facilmente dormir de novo, levante-se da cama, bata e vire seu travesseiro, balance as roupas de cama por pelo menos 20 vezes, e deixe sua cama aberta e deixe pegar o ar fresco; enquanto isso, sem roupas, caminhe pelo seu quarto até sua pele ter tempo para de se livrar da carga nela contida, o que ocorrerá logo assim que o ar se tornar mais seco e frio. Quando você começar a sentir o ar frio desagradável na pele, então retorne à sua cama; e você irá logo cair no sono, e seu sono será doce e prazeroso. Todas as cenas que aparecerão em suas fantasias serão agradáveis. Eu muitas vezes me agrado e entretenho com elas, como se estivessem em um cenário de uma ópera. Se acontecer de você estar com muita preguiça de se levantar da cama, você deve, em vez disso levantar sua roupa de cama com um braço e uma perna, de modo que puxe uma boa porção de ar fresco, e deixando-a cair, levante-a novamente; isso, repetido vinte vezes, irá limpar completamente da matéria transpirada que tenha sido respirada, de forma a permitir que você durma bem por mais uma boa porção de tempo. Mas esse último método não é igual ao primeiro.
Aqueles que não gostam de problemas, e podem possuir duas camas, irão ter grande prazer em levantar-se de uma cama quente, e ir para uma cama fresca. Essa troca de camas também irá se de grande valia para pessoas doentes de febre, tanto por refrescar e para os que procuram dormir. Uma cama bem larga, que permita que se desloque de uma parte tão distante da outra de modo a encontrá-la fresca e suave, deverá em certo grau atingir o mesmo fim.
Uma ou duas observações a mais irão concluir esta pequena peça. Cuidado deve ser tomado, quando você se deita, com o modo como dispõe seu travesseiro assim como a maneira como coloca sua cabeça, para ser da melhor forma; coloque seus membros de modo a não pesarem de forma inconveniente sobre os outros; como por exemplo, as juntas dos tornozelos: embora uma má posição possa de início gerar pouca dor, dificilmente notada, a continuação disso poderá torná-la menos tolerável, e a sensação de desconforto irá aparecer enquanto estiver dormindo, e perturbar sua imaginação.
Essas são as regras da arte. Mas apesar delas provarem-se geralmente eficientes para o fim a que se destinam, há um caso no qual a mais pontual observação delas irá ser totalmente infrutífera. Não menciono o caso para você, minha querida amiga: mas a minha descrição da arte seria imperfeita sem isso. A hipótese se dá, quando a pessoa que deseja ter sonhos prazerosos, não cuidou de tomar o cuidado necessário para preservar, o que é necessário acima de todas as coisas,
                                                    Uma Boa Consciência.                                                                                                       

  • O que os médicos chamam de matéria transpirada é aquele vapor que sai de nossos corpos, pelos pulmões e através dos poros da pele. Diz-se que a quantidade disso é equivalente a cinco oitavos daquilo que comemos.

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